quinta-feira, 27 de abril de 2017

Draft Day, parte 2

Da Casa, por Giba Perez e João Gabriel Gelli



Depois de diversas especulações, finalmente chegou a hora de conhecermos os calouros que farão parte do elenco do Baltimore Ravens na temporada de 2017. Ao longo desse período pré-Draft, o podcast Casa do Corvo realizou diversas análises dos melhores jogadores disponíveis, principais necessidades e os encaixes mais interessantes. Agora, com o evento finalmente em nossa porta, é hora de consolidarmos esta análise. Assim, eu (João Gabirel) começaria passando pelas posições que mais precisam de reforços em nosso elenco. Em seguida, o Giba (Perez) citará alguns atletas para se ficar de olho em cada uma delas e terminaremos expondo quais seriam nossas estratégias para os próximos três dias.

As necessidades:


EDGE


Durante esta offseason, Ozzie Newsome cortou o experiente Elvis Dumervil, deixando apenas Terrell Suggs como pass rusher de produtividade comprovada no elenco do Ravens. Com Matt Judon e Za'Darius Smith sendo os outros dois principais jogadores da função e Suggs já se aproximando do final de sua carreira, é prudente adicionar um ou mais atletas para a posição neste Draft, preparando a passagem de guarda que deve acontecer no curto prazo e deixando os jovens com Suggs como mentor.

WR


Com a aposentadoria de Steve Smith, Joe Flacco perdeu sua principal arma no ataque aéreo. Agora, os melhores recebedores restantes no plantel são Mike Wallace, Breshad Perriman e Michael Campanaro. Wallace é um especialista em rotas em profundidade e usa muito sua velocidade, Perriman também tem agilidade e aceleração acima da média e uma árvore de rotas um pouco mais completa, mas ainda não alcançou seu potencial e parece ter dificuldades de concentração. Enquanto isso, Campanaro não consegue se manter saudável. Dessa forma, selecionar um jogador capaz de mover as correntes, trabalhando pelo meio do campo e servindo como alvo de segurança para Flacco em terceiras descidas é um complemento necessário ao ataque.

OL


A saída de Ricky Wagner para o Lions na free agency e a troca de Jeremy Zuttah para o 49ers deixaram dois buracos na linha ofensiva titular do ano passado nas posições de RT e C. O Draft pode não ser o melhor em termos de bloqueadores, mas é possível encontrar boas opções para atacar estas necessidades, uma vez que o não-draftado e inexperiente Stephane Nembot não parece a solução do lado direito e a posição de center é de suma importância e precisa ser cuidada com atenção.

DL


Uma necessidade inesperada foi a de ter que escolher um novo jogador para a linha defensiva após a troca do DE Timmy Jernigan. Com a posição aberta, existem opções de reposição no elenco e não se trata de uma urgência selecionar um atleta na função, podendo-se esperar um pouco até a parte final do Draft, focando em DE que consigam atuar de maneira disruptiva, principalmente contra o passe, pressionando o quarterback adversário.

LB


Outra surpresa dessa offseason foi a aposentadoria precoce de Zach Orr, que teve uma temporada excelente, sendo escolhido para o segundo time All-Pro. Assim, outro espaço se abriu no time titular, com algumas peças já no elenco podendo disputar o posto. Contudo, selecionar mais um jovem para a posição e apostar em seu desenvolvimento também pode ser uma ideia interessante.


Os prospectos:


EDGE


Para o primeiro round, acredito que o LB de Temple, Haason Reddick, seja o principal candidato neste setor. Podendo alinhar como ILB ao lado do CJ Mosley ou como OLB junto com Suggs/Smith/Judon, Reddick seria uma adição interessante para a defesa de Baltimore. Charles Harris, pass rusher de Missouri, e T.J. Watt, de Wisconsin, também são prospectos que eu gostaria, mas não na 16. Em rounds mais baixos destacaria Tyus Bowser, de Houston, Deashon Hall, de Texas A&M, e Derek Rivers, de Youngstown State.

WR


As escolhas de primeiro round são óbvias: Corey Davis, de Western Michigan, e Mike Williams, de Clemson. Eu, particularmente, gosto mais do Davis. As tapes dele me chamam a atenção e a execução nas rotas é fantástica. Mas acredito que o front office dos Ravens prefira ficar com o Mike Williams na primeira rodada. Em mais para baixo, há outros bons nomes como opção, o principal deles para mim é o WR Chris Godwin, de Penn State. Prospecto mais subestimado dessa classe, Godwin tem talento de primeira rodada e poderia ser titular no Ravens ainda nessa temporada, talvez não na semana 1. Carlos Henderson, de Louisiana Tech, é outro bom valor no segundo dia do draft, que além de acrescentar como recebedor também é um excelente retornador, uma necessidade no Under Armour Performance Center. Amara Darboh, de Michigan, Isaiah Ford, Virginia Tech, e Josh Reynolds, Texas A&M, são outros que eu gostaria de ver no time.

OL


Diferentemente do ano passado, essa está longe de ser a melhor classe da história para jogadores de linha ofensiva. Poucos talentos são confiáveis o suficiente para apostarmos que vão contribuir ainda nesta temporada. Para a primeira rodada, temos algumas opções, mas nenhuma delas mereceria a 16ª escolha: Forrest Lamp, de Western Kentucky, Ryan Ramczyk, Wisconsin, e Cam Robinson, Alabama, são os três melhores atletas de linha desta classe. Uma troca para baixo, ganhando mais picks, para pegar um deles seria a melhor opção. A segunda rodada ainda reserva alguns bons valores, como Antonio Garcia, de Troy, e Taylor Moton, Western Michigan. Os melhores centers poderão estar disponíveis quando estivermos no relógio durante a terceira rodada: Pat Elflein, de Ohio State, e Ethan Pocic, LSU. Eu sou fã do Pocic, apesar o tamanho, ele é veloz e consegue abrir espaços para os corredores, além de proteger bem o QB. Escolheria ele na 78 sem dúvidas, se estiver lá.

DL


Apesar das perdas recentes que tivemos, Lawrence Guy e Timmy Jernigan, acredito que a comissão técnica confia nos (muitos) atletas que temos para o setor já no elenco. Isso não impede que o Ozzie busque um jogador, mas seria entre a 4ª e a 6ª rodada. Ryan Glasgow, de Michigan, é uma boa opção nesse intervalo. Além de ser um bom atleta, o John Harbaugh certamente já tem todas as informações sobre ele e certamente saberá como utilizá-lo. Jarron Jones, de Notre Dame, e Jaleel Johnson, Iowa, também são outras opções.

LB


Não se espantem se o Ozzie escolher o LB Reuben Foster na primeira rodada. Apesar de eu acreditar que o Foster não estará disponível na escolha 16, Newsome adora jogadores de Alabama e o LB é bastante talentoso. Se ele estiver lá, eu ficaria chocado se passasse. A chegada de Reddick numa possível primeira rodada conseguiria suprir essa necessidade, apesar de eu acreditar que ele alinharia mais como OLB do que com ILB. Com Kamalei Correa e Patrick Onwuasor já no elenco, essa é outra posição para buscar uma peça que brigue pela vaga em rodadas mais baixas. Kendell Beckwith, de LSU, é um dos atletas que eu gosto bastante. Alex Anzalone, de Florida, também é um talento interessante para a posição. Gosto muito do Jalen Reeves-Mabin, mas acredito que ele será calouro não-draftado e seria muito bem-vindo dessa forma.


A estratégia:


João Gabriel – O Draft de 2017 tem uma classe notoriamente defensiva, com a secundária e os pass rushers apresentando uma grande profundidade de talentos disponíveis. Já no lado ofensivo, existem bons recebedores e um grupo diverso e grande de RBs, mas a linha ofensiva não possui muitos jogadores de destaque. Assim, para tentar adequar a filosofia de melhor atleta disponível que Ozzie costuma adotar com as necessidades da equipe, o ideal na primeira rodada talvez seja trocar para baixo, caso nenhum dos principais WRs esteja livre ainda, e cair na faixa na qual os melhores bloqueadores devem começar a sair, a partir da vigésima escolha.

Ao longo das três rodadas iniciais serão quatro escolhas, com todas elas entre 78 primeiras do Draft. Combinando isto ao fato de ser um recrutamento profundo, existe a oportunidade de sanar diversas necessidades da equipe no curto prazo. Para isso, a sugestão seria selecionar um recebedor para trabalhar no meio do campo, um pass rusher atlético e acostumado a jogar de OLB em um esquema 3-4, um jogador de linha ofensiva e um cornerback para servir como um projeto para a comissão técnica evoluir aos poucos, sem a pressa de colocar diretamente em campo. Por fim, as escolhas restantes devem ser dedicadas aos melhores jogadores disponíveis, buscando acumular o máximo de talento e potencial para o roster. Caso possível, o ideal seria tentar trazer um RB mais ágil e bom de corridas pelas laterais e jogadores de linha defensiva e um linebacker. Também pode-se pensar em um outro pass rusher ou mais um linha ofensiva, mas estas já serão prioridades menores.

Giba – Com muitas necessidades no elenco e o menor número de picks desde 2010, a estratégia melhor se encaixaria para o Ravens seria fazer um trade down, pegar uma pick de 3ª rodada, e escolher um dos 3 melhores OL ou um dos pass rushers de final de primeira rodada (T.J. Watt/Harris), mas isso depende muito de quem estará disponível no board no momento em que a franquia estiver no relógio. Não ficaria triste em descer algumas posições, ganhar mais uma escolha entre as 3 primeiras rodadas e ainda sair com o T.J. Watt ou Ryan Ramczyk de lambuja. Caso Corey Davis e Mike Williams ainda estejam disponíveis, a melhor opção é pegar um deles (como já disse, prefiro o Davis).

Trocando pra baixo e saindo com T.J. Watt ou Ramczyk, a segunda rodada é hora de olhar para Chris Godwin. Esse será o grande steal desse draft, como foi Michael Thomas para o Saints no ano passado. Inexplicavelmente desvalorizado, Godwin é um talento que pode acrescentar muito ao nosso ataque e se tornar titular rapidamente. Com excelente execução de rotas e boas mãos, Godwin teve produção razoável mesmo enfrentando as melhores universidades do país e tenho quase certeza que será um grande WR a nível profissional.

A terceira rodada é o momento de olhar para a secundária e para a linha ofensiva. Na escolha 74, eu pegaria o melhor DB disponível, quem sabe o Sidney Jones ou Fabian Moreau (dois lesionados que podem cair, apesar de eu não acreditar que estejam tão embaixo). A 78 tem nome e sobrenome: Ethan Pocic. Se estiver disponível eu não pensaria duas vezes. Pocic seria meu C titular pelos próximos anos. Ele preenche os requisitos definidos pelo time para a nova linha ofensiva: grande, forte e ágil. Com a escolha final, a recebida na troca da primeira rodada, seria hora de buscar um pass rusher ou um OT.

Draft Day, parte 1

Da casa, por Odilnei Vieira e Vinicius Montagner



Finalmente, o grande dia. O dia que nos faz aguentar a intertemporada. O dia em que esperamos que a organização que possui o nosso coração nos EUA faça algo para melhorar o time. Ou não. O Draft é, acima de tudo, uma incógnita. Ao contrário do Madden, onde toda escolha de primeira rodada chega para ser titular, e escolhas das demais rodadas precisam de tempo pra se desenvolver, mas invariavelmente se tornam bons jogadores, a vida real nos surpreende, e às vezes nos decepciona. 

Não é segredo que jogadores de rodadas mais baixas se tornaram grandes nomes na liga. E nem que jogadores que todos acreditavam que seriam estrelas acabaram virando grandes decepções. 

E é exatamente por verem os mesmos jogadores com olhos diferentes que às vezes os mock drafts passam longe da realidade.  

Quase todos acreditam que Garret será a primeira escolha. Mas e se não for? E se algum jogador considerado top 10 cair, e sobrar pra #16? Nesse cenário de incertezas, a equipe de editores da Casa do Corvo tenta prever quem será nosso escolhido. Levando em conta, é claro, que poderão ser feitas trocas, para cima ou para baixo, que mudariam todo o cenário. 

Para Odilnei (@odilnei) a escolha ideal seria um WR, deixando para reforçar a defesa nas rodadas seguintes. Dentro disso, os nomes mais fortes são Corey Davis e Mike Williams. São dois jogadores que deverão ter impacto imediato no ataque que os escolher, e é o que Baltimore mais precisa no momento. Nossa secundária, que perdeu muitos jogos temporada passada, se reforçou na Free Agency, e embora a linha defensiva (e ofensiva também) precise sempre de bons jogadores, precisamos de um ataque mais impactante para sonharmos com Play offs. Lembrando que na última temporada tivemos o ataque pra ganhar o jogo em mais de uma ocasião. e o ataque falhou. 

Com Perriman tendo um papel mais ativo, com Wallace ainda aguerrido, e com um bom WR no draft, podemos voltar a conquistar nossa divisão.

Corey Davis, de Western Michigan
Vinicius Montagner (@ViniMontagner) escolhe: WR Corey Davis, Western Michigan Com a aposentadoria de Smith Sr. e a saída de Kaimar Aiken, os Ravens passam a contar principalmente com Mike Wallace e Breshad Perriman, sendo que o primeiro já passa dos 30 anos e Perriman ainda não provou o motivo da franquia escolhe-lo na primeira rodada 2015.

Apesar das outras necessidades no elenco, Wide Receiver se mostra uma posição de maior importância nesse momento, principalmente com os reforços para a defesa que chegaram na free agency e a profundidade de talentos que a classe defensiva desse draft apresenta. Acredito que Mike Williams deve sair antes no draft e o Corey Davis é considerado por muitos analistas como o segundo melhor receiver desse draft, tendo no seu ultimo de college 97 recepções para 1.500 jardas e 19 touchdowns. Adicionará muito como um possession receiver que move as correntes, sendo excelente correndo rotas, além do seu ótimo porte físico, e será um grande alvo para o Flacco na endzone.

Mike Williams, de Clemson
E se ele não estiver disponível? Apesar da extrema ineficiencia do nosso passrush na temporada passada, com 31 sacks (ficamos em 24° na liga, empatados com Rams e Texans) uma escolha de um edge na segunda rodada solucionaria parte do problema, mas acredito que escolher o OT Cam Robinson ou OG Forrest Lamp vai auxiliar muito o ataque esse ano, principalmente no quesito corridas, que o coordenador ofensivo Marty Mornhinweg deve equilibrar mais as chamadas ofensivas já que estará trabalhando com seu playbook desde o inicio, diferente da temporada passada. Com essa escolha aqui e uma possível adição de C Pat Elfein na terceira rodada, ficariamos com uma OL muito sólida para os próximos anos.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Perriman não impedirá os Ravens de draftar um WR na primeira rodada

Da casa, por Odilnei Vieira

Segundo o site oficial, a 16ª escolha poderá ser um Wide Receiver

Breshad Perriman foi a 26ª escolha do Draft de 2015, mas ainda precisa provar que mereceu ser escolhido na primeira rodada.

Nos primeiro 19 anos de existência, Baltimore só selecionou um WR na primeira rodada uma vez, em 2005. Fizeram isso de novo em 2015 usando a 26ª escolha para draftar Breshad Perriman. Será que farão isso de novo apenas dois anos depois? 
Segundo o nosso General Manager Ozzie Newsome isso é possível. Ele afirmou em entrevista que "Se sentirmos que o melhor jogador na 16ª (escolha) é um Wide Receiver, e sentirmos que ele virá para ajudar o Joe (Flacco) e os outros rapazes", a Organização não hesitará em draftar um recebedor.

Muitos Mock Drafts colocaram um WR na escolha dos Ravens, entre Mike Williams, Corey Davis ou John Ross. Parece que a chance de pelo menos um deles chegar no meio da primeira rodada é grande, e todos eles têm potencial para ser o WR #1 que precisamos. 

Como já escrevi neste blog anteriormente, a necessidade de bons jogadores nessa posição é grande, já que Perriman ainda não mostrou seu potencial, e Wallace, embora seja bom, não tem condições de carregar nosso ataque sozinho. Perdemos Smith Sr. para a aposentadoria e Aiken na FA, então realmente precisamos de bons recebedores, e como não deve vir um via FA, o draft é o caminho para reforçar nosso ataque. 

Com isso, só aumenta a incerteza sobre o que Ozzie vai fazer na primeira rodada, e a ideia de que um Pass Rusher era uma unanimidade foi perdendo força, e ninguém mais se surpreenderia se nosso GM mudasse totalmente o alvo.  Qualquer nova notícia traremos para vocês aqui, na Casa do Corvo. Enquanto isso, esperamos...

terça-feira, 4 de abril de 2017

Ravens trocam Timmy Jernigan por escolha mais alta no Draft

Do Baltimore Ravens, por Ryan Mink


Fonte: ESPN

Os Ravens trocaram o Defensive Tackle Timmy Jernigan com o Philadelphia Eagles para subir 25 picks na terceira rodada do draft deste ano.

Baltimore está desistindo de Jernigan e da pick No. 99 geral (uma seleção compensatória) em troca da pick No. 74 dos Eagles, que é a décima escolha na terceira rodada.

"Timmy tem sido um excelente jogador para nós por três temporadas", disse o gerente geral da Ravens, Ozzie Newsome. "Isso permitirá ao nosso jovem grupo de linemen defensivo uma oportunidade para competir e jogar."

Os Ravens já fizeram duas trocas neste offseason para melhorar sua posição no draft. Eles também negociaram o center Jeremy Zuttah com o San Francisco 49ers para subir 12 posições na sexta rodada.

Jernigan, de 24 anos, iniciou 15 partidas para os Ravens na temporada passada e teve o segundo maior sack na defesa (cinco). Ele marcou 13 sacks ao longo de suas três temporadas em Baltimore.

Negociar uma escolha da segunda roda (2014) antes que termine seu contrato do novato é um movimento atípico para os Ravens, o ano passado e os acontecimentos recentes mudaram o status de Jernigan com a equipe.

Considerando que Baltimore apenas deu a seu colega de linha defensiva Brandon Williams um lucrativo contrato de cinco anos, seria difícil manter Jernigan além de 2017, o último ano de seu contrato de novato.

Ao negociá-lo agora, os Ravens obtém valor imediato para a sua partida. Eles poderiam obter uma escolha compensatória se Jernigan saísse na free agency do próximo ano se ele tivesse um contrato grande e tempo de jogo, mas isso não viria até 2019, e não há como dizer o quão alto seria.

Jernigan é um jogador muito talentoso, mas seu nível de jogo não foi consistente. Mesmo Jernigan admitiu na offsason da última temporada que ele ainda tinha de se tornar a força que os Ravens imaginaram que ele seria. Ele disse que o treinador da linha defensiva Joe Cullen estava constantemente empurrando-o na prática.

Jernigan começou na temporada passada com um sack em cada um dos três primeiros jogos dos Ravens, mas seu jogo caiu na segunda metade da temporada. Durante os últimos sete jogos, ele registrou apenas cinco tackles e zero sacks. Jernigan também teve um fumble caro em uma derrota para o New York Jets depois de dropar a bola perto da linha de gol.

Sua contagem do snap mergulhou com o passar do ano. Jernigan jogou em 67 por cento dos snaps defensivos dos Ravens na primeira metade da temporada, mas apenas 54 por cento dos snaps no segundo semestre, segundo o PFF.

Os Ravens também têm profundidade em defensive tackle, o que ajudará a compensar a perda.

Junto com Williams, os Ravens estão trazendo de volta o sophomore Michael Pierce, que foi altamente impressionante como um rookie não-draftado na temporada passada. Pierce registrou 35 tackles e dois sacks, e poderia estar na fila para um papel maior.

Os Ravens também têm Carl Davis e Willie Henry. Davis, terceiro classificado em 2015, passou a última temporada na reserva por lesão(perna), mas jogou em 13 jogos e fez 11 tackles como novato. Henry, uma seleção de quarta rodada na temporada passada, não viu nenhuma ação de jogo e terminou a temporada na injury reserve.

Baltimore também tem a escolha de terceira rodada em 2016 Bronson Kaufusi e a escolha de quarta rodada de 2014 Brent Urban na extremidade defensiva. Kaufusi (tornozelo quebrado) perdeu toda a temporada de estreia. Urban foi finalmente saudável na última temporada e registrou 10 tackles e dois sacks em 16 jogos.

Os Ravens têm sete picks no Draft da NFL de 2017, incluindo quatro nas primeiras 78 seleções:

Primeira rodada (16ª)
Segunda rodada (47ª)
Terceira rodada (74th - dos Eagles, trade de Timmy Jernigan e 99th pick)
Terceira rodada (78º)
Quarta Rodada (122ª)
Quinta Rodada (159º)
Sexta Rodada (186th - dos 49ers, trade com Jeremy Zuttah e 198th pick)

Leia o texto original aqui.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Será que Baltimore vai trocar a 16ª escolha?

Da casa, por Odilnei Girardi Vieira

Fonte: Baltimore Beatdaown
Em tempos de Draft, ou nesses dias que o antecedem, as trocas são comuns entre as franquias. Para selecionar Johnny "Football" Manziel na 22ª posição do draft em 2014, por exemplo, os Browns mandaram a 26ª escolha da primeira rodada e uma de terceira (83ª) para os Eagles. Não que essa tenha sido uma boa escolha, afinal Manziel mais deu trabalho do que trouxe soluções, mas serve para ilustrar o que ocorre às vezes no Draft.
Para alguns especialistas, os prospectos desse ano devem garantir boas escolhas até o fim da terceira rodada, com um alto número de prováveis titulares para a semana #1 da temporada. Com isso, não seria de surpreender, que os Ravens pegassem uma escolha um pouco mais baixa na primeira rodada em troca de um compensação em uma outra rodada.
Como torcedor, aceitaria isso se a escolha compensatória fosse na segunda ou terceira rodada, mas não se fosse da quarta rodada em diante, pois acho que já não pegaríamos jogadores de impacto. É claro que muitos jogadores de rodadas baixas se tornaram pilares para muitos times no passado,  mas creio que nesse caso vale mais escolher um Playmaker na #16.
O que poderia justificar uma troca, seria o time ter a chance de fazer mais uma escolha na segunda ou (mais provável) terceira rodada para suprir nossas necessidades, como WR ou OL.
Quanto à trocas para pegar escolhas acima da #16, podem surgir se Ozzie realmente quiser apostar num jogador que não seja draftado no Top 10, mas não creio que isso ocorra.
De qualquer forma, só nos resta esperar e torcer para que a decisão mais correta seja tomada, e que o time chegue forte para a próxima temporada!